Notícias

Como diminuir custos de um sistema HVAC-R?

12/12/2019
O uso do ar-condicionado ao longo dos anos deixou de ser um item de luxo por estar ligado diretamente a qualidade de vida. O conforto térmico se faz necessário no dia-a-dia do ser humano, cada indivíduo respira cerca de 450 litros de ar por hora, 10 mil litros por dia e passa cerca de 80% do seu dia em ambientes fechados.

Sistemas de climatização são vitais para o nosso bem-estar, para a utilização, fabricação e conservação de remédios e alimentos. Assim como a manutenção de processos diários em hospitais, datacenters, shoppings centers, indústrias, aeroportos e residências.

Embora essencial e cada vez mais comum o uso dos sistemas de ar condicionado em situações de crise econômica a demanda por tecnologias que promovam maior eficiência energética se intensifica ainda mais, as edificações industriais, comerciais, de serviços, residenciais e públicas são as que mais demandam eletricidade no Brasil: consomem cerca de 50% do total de energia usada no país, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN 2015). No caso dos empreendimentos comerciais, o sistema de HVAC-R é responsável por 30% a 40% do consumo de energia elétrica.

Mesmo o uso de sistemas de ar condicionado sendo essencial para o conforto humano e processos industriais a sua implementação sofre com os custos de energia que eles geram.

‘’Os altos valores da tarifa de energia elétrica vêm impactando de forma negativa todos os setores da economia, tendo em vista que as tarifas repassadas pelas concessionárias estão muito acima da inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e essa tendência deve se estender ao longo dos próximos quatro anos”, acrescenta Marcelo Sigoli, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

A Política de eficiência energética consiste em usar de modo eficiente a energia para se fazer mais com menos, são soluções que visam otimizar processos novos ou já existentes a fim de se obter uma redução significativa nas tarifas de energia sem interferir no resultado final.

Estima-se que o país tem potencial de redução do consumo em prédios eficientes de 77,5 TWh ao adotar a política de eficiência energética. O movimento de construção sustentável – encabeçado por entidades como Green Building Council Brasil (GBC Brasil), Abesco e Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) – levanta a bandeira de eficiência energética como fator fundamental para redução do consumo de energia.

Uma das diversas formas de se implantar uma solução de Eficiência energética em um sistema HVAC-R é o VAV (volume de ar variável) que se tornou uma das mais conhecidas e consolidadas no mercado nos dias de hoje.

A primeira vista o custo de implantação de um sistema VAC (Volume de ar constante) é menor comparado ao VAV porem por ser tratar de um sistema mais simplificado e centralizado não há nenhuma economia de energia em vista que uma vez que não há variação na vazão do ar insuflado, e sim na sua temperatura, ou seja, o ventilador da UTA do VAC está sempre operando a uma velocidade que atenda às piores condições.

Sistemas VAV utilizam muito menos energia do que sistemas VAC (Volume de ar constante), pois a velocidade do ventilador da UTA é reduzida para atender às exigências atuais de demanda dos ambientes o que resulta em um impacto significativo sobre o consumo de energia.

O sistema VAV ajusta a temperatura por zonas individuais conforme a variação da ocupação dos ambientes e envoltória, além de que ele pode facilmente se adaptar de forma automática à distribuição do ar para uma nova distribuição de cargas de calor em um local, não sendo afetado por mudanças de layout do ambiente atendido.

Além da significativa redução do consumo de energia o controle adequado do fluxo de ar é importante para os princípios fisiológicos, levando-se em consideração os parâmetros definidos pelas normas voltadas para a qualidade do ar interior (do inglês IAQ).

Um dos índices que melhor representa o nível de contaminação de um ambiente é o nível de dióxido de carbono (CO2). Isso porque as pessoas liberam este gás como processo normal de seu metabolismo, por meio da respiração. Assim sendo, os níveis de CO2 fornecem um retrato adequado de como se encontra ocupado um determinado ambiente.

A combinação de um sistema VAV com um DCV é atualmente o que existe de mais moderno para economia de energia em sistemas de ar condicionado. Além disso os sensores de CO2 podem ser acoplados aos controladores do sistema VAV para que os dois trabalhem integrados fornecendo a quantidade e qualidade de ar necessárias ao ambiente.

Como o sistema de volume de ar variável (VAV) trabalha com dampers motorizados para cada ambiente, podemos fazer com que o ar exterior seja intensificado nas zonas mais ocupadas otimizando em muito o sistema como um todo.

Notícias Relacionadas

Matriz Canoas

Rua Capistrano de Abreu, 89. Bairro Niterói
Canoas, RS - Brasil | Cep 92120-130
Fone: +55 [51] 3115.9850
Fone: +55 [51] 3032.1777
Fone: +55 [51] 3478.MERC
Atendimento: Seg à Sex 8:00 às 18:00
comercial@mercatoautomacao.com.br

Escritório São Paulo

Av. Paulista, 726, 17º Andar, Cj 1727. Bela Vista
São Paulo, SP - Brasil | Cep: 01310-910
Fone:+55 [11] 4506-3237
Atendimento: Somente com hora marcada.

Escritório Estados Unidos

501, Metroplex Drive, suite 111
Nashville, TN - US, ZIP 37211
Fone:+1 [615] 918 1036
Atendimento: 8 AM - 5 PM